domingo, 10 de março de 2013

INTERTEXTUALIDADE

                                                SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO

SUBSECRETARIA DE GESTÃO DE ENSINO
SUPERINTENDÊNCIA PEDAGÓGICA
DIRETORIA REGIONAL METROPOLITANA I








I. Plano de Aula: Data: 2013

II. Dados de Identificação:
Disciplina: LÍNGUA PORTUGUESA                                                Série:  3º ANO EM      


III. Currículo Mínimo:
 
- Estabelecer relações intertextuais entre os textos literários lidos e outras formas de manifestação artística.
 
Matriz de Referência:
 

D06 - Identificar o tema de um texto;
 
 
IV. Objetivos:
 
Desenvolver o senso crítico e o poder da observação.
 
 
 V. Conteúdo:

Intertextualidade

VI. Desenvolvimento do tema




Ler os textos:

Soneto 10 e 11 de Luiz de Camões

X

Transforma-se o amador na cousa amada,

Por virtude do muito imaginar;

Não tenho logo mais que desejar,

Pois em mim tenho a parte desejada.

Se nela está minha alma transformada,

Que mais deseja o corpo de alcançar?
Em si somente pode descansar,
Pois com ele tal alma está liada.
Mas esta linda e pura semideia,
Que como o acidente em seu sujeito,
Assim co'a alma minha se conforma,
Está no pensamento como ideia;
E o vivo e puro amor de que sou feito,
Como a matéria simples busca a forma.

XI

Passo por meus trabalhos tão isento

De sentimento grande nem pequeno,

Que só por a vontade com que peno

Me fica Amor devendo mais tormento.

Mas vai-me Amor matando tanto a tento,

Temperando a triaga c'o veneno,
Que do penar a ordem desordeno,
Porque não mo consente o sofrimento.
Porém se esta fineza o Amor sente
E pagar-me meu mal com mal pretende,
Torna-me com prazer como ao sol neve.
Mas se me vê co'os males tão contente,
Faz-se avaro da pena, porque entende
Que quanto mais me paga, mais me deve.

http://faroldasletras.no.sapo.pt/sonetos_luis_camoes.htm



I carta de Paulo aos Corintios Capitulo 13

 

“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine.
E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece,
não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal; não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos; mas, quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado.
Quando eu era menino, pensava como menino; mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido.
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor.”


http://zorbita.blog.pt/2007/08/05/i-carta-de-paulo-aos-corintios-capitulo-13/

Monte Castelo

 

Legião Urbana

Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos,
Sem amor eu nada seria.
É só o amor! É só o amor
Que conhece o que é verdade.
O amor é bom, não quer o mal,
Não sente inveja ou se envaidece.
O amor é o fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor eu nada seria.
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É um não contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder.
É um estar-se preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É um ter com quem nos mata a lealdade.
Tão contrário a si é o mesmo amor.
Estou acordado e todos dormem.
Todos dormem. Todos dormem.
Agora vejo em parte,
Mas então veremos face a face.
É só o amor! É só o amor
Que conhece o que é verdade.
Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos,
Sem amor eu nada seria.

  http://letras.mus.br/legiao-urbana/22490/
 
Usando como modelo do segundo texto - a CARTA será trabalhada uma produção textual;
Observar entre os textos as diferenças entre poesia e prosa e a regência verbal. 
 
VII. Recursos didáticos:
Textos impressos, produção textual, leitura compartilhada.


VIII. Avaliação:
 
A produção textual.

XIX. Bibliografia:

SONETOS. Disponível em: <http://faroldasletras.no.sapo.pt/sonetos_luis_camoes.htm>. Acesso em 10/03/2013.


CARTA DE PAULO. Disponível em: <http://zorbita.blog.pt/2007/08/05/i-carta-de-paulo-aos-corintios-capitulo-13/>. Acesso em 10/03/2013.


 
MONTE CASTELO.  Disponível em: < http://letras.mus.br/legiao-urbana/22490/>. Acesso em 10/03/2013.
 
X. Elaboradores do Plano:
 
Railson Nicacio de Souza(CE CALIFÓRNIA)
Wannsse Schonidt Sandoval (EE MESTRE HIRAN)
Cláudia Lucia D. L. de Carvalho (INSTITUTO DE EDUCAÇÃO RANGEL PESTANA)
Janalber R. Gonçalves (INSTITUTO DE EDUCAÇÃO RANGEL PESTANA)
Elizângela Mendonça Luzes (CE DOM ADRIANO HIPÓLITO)
Heide Maria Vieira Silva (CE DOM ADRIANO HIPÓLITO)

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