domingo, 31 de março de 2013

MODERNISMO BRASILEIRO (3)

SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO 


SUBSECRETARIA DE GESTÃO DE ENSINO
SUPERINTENDÊNCIA PEDAGÓGICA
DIRETORIA REGIONAL METROPOLITANA I








I. Plano de Aula: Data: 2013

II. Dados de Identificação:
Disciplina: LÍNGUA PORTUGUESA - LITERATURA                                  Série:  3º ANO EM     


III. Currículo Mínimo:
- Relacionar os modos de organização da linguagem às escolhas do autor, à tradição literária e ao contexto sociocultural de cada época.
- Caracterizar o Modernismo brasileiro.
- Identificar o caráter de transgressão/manutenção presente na literatura modernista.
- Avaliar a significação dos panfletos na configuração estética das produções literárias modernistas.
- Estabelecer relações intertextuais entre os textos literários lidos e outras formas de manifestação artística.
 
Matriz de Referência:
D03 - Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
D04 - Inferir uma informação implícita em um texto.
D16 - Identificar efeitos de ironia e humor em textos variados.
D17 - Reconhecer o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras notações.
D19 - Reconhecer o efeito de sentido decorrente da exploração de recursos ortográficos e/ou morfosintáticos.



IV. Objetivos: 
  Caracterizar o modernismo brasileiro / identificar o caráter de transgressão / manutenção presente na literatura brasileira

V. Conteúdo:

MODERNISMO: SEMANA DE ARTE MODERNA


VI. Desenvolvimento do tema

Apresentar o poema "Os Sapos" de Manuel Bandeira.
Os Sapos Enfunando os papos,
Saem da penumbra,
Aos pulos, os sapos.
A luz os deslumbra.

Em ronco que aterra,
Berra o sapo-boi:
- "Meu pai foi à guerra!"
- "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!".

O sapo-tanoeiro,
Parnasiano aguado,
Diz: - "Meu cancioneiro
É bem martelado.

Vede como primo
Em comer os hiatos!
Que arte! E nunca rimo
Os termos cognatos.

O meu verso é bom
Frumento sem joio.
Faço rimas com
Consoantes de apoio.

Vai por cinquüenta anos
Que lhes dei a norma:
Reduzi sem danos
A fôrmas a forma.

Clame a saparia
Em críticas céticas:
Não há mais poesia,
Mas há artes poéticas..."

Urra o sapo-boi:
- "Meu pai foi rei!"- "Foi!"
- "Não foi!" - "Foi!" - "Não foi!".

Brada em um assomo
O sapo-tanoeiro:
- A grande arte é como
Lavor de joalheiro.

Ou bem de estatuário.
Tudo quanto é belo,
Tudo quanto é vário,
Canta no martelo".

Outros, sapos-pipas
(Um mal em si cabe),
Falam pelas tripas,
- "Sei!" - "Não sabe!" - "Sabe!".

Longe dessa grita,
Lá onde mais densa
A noite infinita
Veste a sombra imensa;

Lá, fugido ao mundo,
Sem glória, sem fé,
No perau profundo
E solitário, é

Que soluças tu,
Transido de frio,
Sapo-cururu
Da beira do rio...

 http://www.casadobruxo.com.br/poesia/m/sapos.htm

Analisar com a turma o conteúdo do texto com a proposta modernista. Ruptura da estrutura poética parnasiana.

Discutir a metáfora do emprego do termo "Sapos". A relação desse substantivo com os poetas parnasianos.

Abordar a pontuação e o vocabulário modernista como forma de transgressão literária.

Elaborar linha do tempo do Modernismo Brasileiro.

VII. Recursos didáticos:

 
Datashow, folhas com poema, panfletos, slides.
 
VIII. Avaliação:
 
Será feita através de observação.


XIX. Bibliografia:
Currículo Mínimo, Livro didático Português Linguagens volume 3.

X. Elaboradores do Plano:

Angela Marpesia de Faria (CE VEREADOR PERCY BATISTA CRISPIN)
Angélica Ribeiro Ferreira (CE VEREADOR PERCY BATISTA CRISPIN)
Gisela Ferreira de Paula (CE VEREADOR PERCY BATISTA CRISPIN)
Luciana Silva Guinancio (CE VICENTINA GOULART)
Márcia Marinho (CE VICENTINA GOULART)
Maria Socorro O. Martins Fonseca (CE AMBAÍ)
Rosana da Silva (CE FIGUEIRA)
 

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