sábado, 30 de março de 2013

MODERNISMO BRASILEIRO

SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO 

SUBSECRETARIA DE GESTÃO DE ENSINO
SUPERINTENDÊNCIA PEDAGÓGICA
DIRETORIA REGIONAL METROPOLITANA I








I. Plano de Aula: Data: 2013

II. Dados de Identificação:
Disciplina: LÍNGUA PORTUGUESA                                                  Série: 3º ANO EM      


III. Currículo Mínimo:
 
 - Relacionar os modos de organização da linguagem às escolhas do autor, à tradição literária e ao contexto sociocultural de cada época.
 
Matriz de Referência:
 
D20 - Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em que será recebido.
 
IV. Objetivos:

Conhecer o Modernismo brasileiro através de obras de autores consagrados.
 
 
 V. Conteúdo:

MODERNISMO BRASILEIRO
 

VI. Desenvolvimento do tema

1º Apresentar o contexto histórico; Vanguardas Europeias e Semana de Arte Moderna.
 2º Caracterizar o modernismo brasileiro;
3 Relacionar autores e seu contexto sociocultural;
4º Ler e analisaralguns poemas modernistas como:
 
Pronominais


Dê-me um cigarro
Diz a gramática
Do porfessor e do aluno
E do mulato sabido
Mas o bom negro e o bom branco
Da Nação Brasileira
Dizem todos os dias
Deixa disso camarada
Me dá um cigarro
 
 De Pau-brasil (1925)
 
 
 

Irene no Céu (Manuel Bandeira)

Irene preta
Irene boa
Irene sempre de bom humor.

Imagino Irene entrando no céu:
- Licença, meu branco!
E São Pedro bonachão:
- Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.  


Tragédia Brasileira

Tragédia Brasileira

Misael, funcionário da Fazenda, com 63 anos de idade.
Conheceu Maria Elvira na Lapa — prostituída, com sífilis, dermite nos dedos, uma aliança empenhada e os dentes em petição de miséria. Misael tirou Maria Elvira da vida, instalou-a num sobrado no Estácio, pagou médico, dentista, manicura... Dava tudo quanto ela queria. Quando Maria Elvira se apanhou de boca bonita, arranjou logo um namorado. Misael não queria escândalo. Podia dar uma surra, um tiro, uma facada.
Não fez nada disso: mudou de casa. Viveram três anos assim. Toda vez que Maria Elvira arranjava namorado, Misael mudava de casa. Os amantes moraram no Estácio, Rocha, Catete, Rua General Pedra, Olaria, Ramos, Bonsucesso, Vila Isabel, Rua Marquês de Sapucaí, Niterói, Encantado, Rua Clapp, outra vez no Estácio, Todos os Santos, Catumbi, Lavradio, Boca do Mato, Inválidos... Por fim na Rua da Constituição, onde Misael, privado de sentidos e de inteligência, matou-a com seis tiros, e a polícia foi encontrá-la caída em decúbito dorsal, vestida de organdi azul.

Manuel, o Bandeira.


Por que o romântico organdi azul numa cena tão violenta? Só Manuel Bandeira poderia expor tão bem a tragédia universal do opressor contra o oprimido. E alguns modernistas ainda brigavam por ele dizer que isso é um poema e não uma prosa. Isso já não me importa mais. Podemos até fazer uma Quadrilha (aquela de Chico): Moral que oprime a sociedade, sociedade que oprime Misael, Misael que oprime Maria Elvira, Maria Elvira que oprime a honra de Misael, a honra de Misael que o oprime...e gera-se o ciclo vicioso. Que mundo é esse onde matamos pessoas em troca do nosso bem-estar ou para sermos respeitados?
Que a sociedade nunca prive nossos sentidos e nossa inteligência a ponto de nos levar a ofender alguém, quanto mais nos levar a matar. Acreditem: ofender já é o bastante.
 
Manuel Bandeira
 
 
 
 
VII. Recursos didáticos:
Datashow, livro didático


VIII. Avaliação:
 
Serão feitas através da leitura e dos exercícios propostos.

XIX. Bibliografia:

TERRA, Ernani; NICOLA, José de. Curso prático de língua, literatura e redação. SÃO PAULO: Scipione, 1994

http://www.recantodasletras.com.br/discursos/2199853 



X. Elaboradores do Plano:
 
Renata do Carmo Dias (CIEP 172 NELSON RODRIGUES)
Claúdia Gomes de Carvalho (CIEP 394 CÂNDIDO AUGUSTO RIBEIRO NETO)
Márcia de Andrade Caino Botelho (CE PROFª VENINA CORREA TORRES)

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